18 Outubro 2009

Sonhos de amor

Sonhos de ser só Amor,
nem tormenta nem saudade,
onde a distância não tem lugar nem forma.
Apenas essa Verdade como esboço.
Uma luz tépia de presença e a Vida toda ela Liberdade!
Ah quem dera o perpetuar do momento,
assim tudo silêncio feito rio de água limpa com pedrinhas para brincar.
Sempre em nome do amor Maior, sempre este Amor.

Montijo, 3 Abril 2008

21 Setembro 2009

O tempo resgata a verdade


"Tanto que fazer!
livros que não se lêem, cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.

Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis...
até ao fim do mundo assinando papéis.

E os pássaros detrás de grades de chuva,
e os mortos em redoma de cânfora.

( E uma canção tão bela!)

Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos
nem para quê."

Cecília Meireles

03 Fevereiro 2009

Momento

Estou em sonho-paraíso, desta vez com uma redoma de Água mais cristal, tudo cresce e se faz Ser através do chão que sinto como Terra. Debaixo da tenda, focos de luz colorida, ora quente ora suave, inundam o espaço, ao longe a música, e a paz por todo o lado, a entranhar, a desnudar, lado a lado com o sonho que se vai criando e acontecendo. Porque a vida é bela, a vida é bela!

06 Setembro 2008

Pelos laços perdidos...

Quanto tempo passado e quantas estórias entrusadas. Muito riso e algum bem-estar, é certo. Paralelamente a momentos felizes, muitos corredores sem luz, que a vida não está para brincadeiras. Por falar em vida, por portas e travessas, fiquei mais pobre. Falo de laços e sentimentos. Sem dúvida: há pessoas insubstituiveis. Deve ser por isso que se me secou quase tudo mas com o treino, quase sempre controlo o botão stop do pensamento.

08 Agosto 2008

O Camões é que sabe...


"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía."

Que se chorem lágrimas, todas as lágrimas do mundo e que com elas se dissolva a angústia e a saudade em pós de nada. Para sempre e sem alquimia...

05 Agosto 2008

A solidão e metafísica...

A puta da solidão está aqui, aos pés da cama. E a Porta do Silêncio do Ney Matogrosso e Pedro Joia nada ajuda. Há tempos que parecem remotos, a ilha falou-me da tabacaria e fiquei com um nó na cabeça com a nossa dissertação. Agora percebo. É uma pena o entendimento de escritos alheios só ser pleno com esse chegar do sentir que se torna visceral. Vou procurar a última coca-cola do deserto. Com ou sem metafisica...

04 Agosto 2008

A tristeza em todos os cadernos do mundo...

Este vestir de consciência é subjectivo. Adormeço e acordo todos os dias com ela e, qualquer outro além-mim apenas lhe conhece os contornos. Tal como a tristeza. E nestes momentos parece um espaço para percorrer feito corredor a perder de vista. O que me salva? Estas janelas, para respirar e sonhar. Enquanto o futuro não chega vou escrever todos os cadernos do mundo...

30 Julho 2008

Perspectiva

É bom escrever nestas horas mortas, sem palavras, tudo o que não é para aqui. Vivo numa montanha, por vezes imponente qual promontório, no fundo um vale coberto de girassóis e cheiro a verdadeira paz; outras, parece que a montanha vai ruir, ouço até o estrondo, enorme, sufocante, e o pânico de ver toda aquela altura desfazer-se em pós de nada. Não fora a real vida feita desses pós, e estaria triste. Não estou. Que se dane essas falsas verdades e os pesadelos da montanha a cair! Que se foda tudo quanto é falso e assente em falsos propósitos: a vida é bela! E nessa beleza, que tem várias moradas ("A minha casa tem muitas moradas!), vagueio: entre a exaltação dos extremos. Ora saio do ninho e só volto já manhã, com muita história para contar, muita cumplicidade, muita amizade feita no e de momento; ora abrigo-me do frio mundano nas quatro paredes que nem sempre são as minhas. Como agora, este último andar com uma vista de fazer chorar sem saber porquê, tais são as vertentes de natureza lá fora. O rio defronte, a ponte que quase parece passar aqui por cima, o Cristo lá longe onde em ilusão parece bastar um salto-bébé para estar do lado de lá. O rio afinal nada separa, hoje assemelha-se a uma união de margens. E deve ser assim tudo na vida.
Raios de dia entram pela varanda e lembram-me que tenho de ir dormir.
Saudade? Muita e tanta coisa para dizer.

29 Julho 2008

HH the Dalai Lama Offers His Blessing to 'Candle for Tibet'

Candle for Tibet, the biggest single action in the world for a free Tibet, Scheduled to begin on eve of Olympics opening ceremony, is now officially supported by His Holiness the Dalai Lama


(Tel Aviv, July 29, 2008) - His Holiness the Dalai Lama acknowledged today the importance of the Candle for Tibet (CFT) campaign for Freedom in Tibet and for all mankind.

"We hope your Candle for Tibet campaign will inspire the Chinese authorities to appreciate the value of freedom of all mankind and the importance of the Tibetan Buddhist culture that is benefiting millions of people and has the potential to serve humanity as a whole, including the Chinese people," said Tsering Tashi representative of HH the Dalai Lama.

The CFT action, called "The Greatest Light Protest on Earth," will start on Thursday, August 7th, 2008 at 9:00 p.m., when at least 100 million people all over the world are expected to light a candle in public, with friends, or at their homes.

The event will then continue with world-wide light shows performed by light artists.

CFT organizers also encourage all freedom lovers in the world to drive their cars with headlights on during the entire day of Friday, August 8th, 2008-the day of the Beijing Olympics opening ceremony-in appreciation of their own freedom.

CFT is additionally calling on all people attending the opening ceremony in Beijing to light candles, lighters, flashlights and cell phones at the moment the Chinese delegation enters the Olympic stadium.

Synchronized with the beginning of the opening ceremony, teams from "Sad Smoky Mountains" will flare the skies with red smoke from skyscrapers, monuments and major buildings in major cities internationally, and from the summits of more than 100 mountains on three continents. (For more information on Sad Smoky Mountains, visit www.sadsmokymountains.net/.)

"Like you, His Holiness the Dalai Lama and the Tibetan Government in Exile is not against the coming Olympics to be held in Beijing," added Tsering Tashi. "We are also not against the Chinese people, who also do not enjoy genuine human rights and freedoms that the people in the free world take for granted."

"We are elated to have the blessing of His Holiness," said David Califa, who created the Campaign for Tibet four months ago. "It strengthens the values on which our non-violent action is based."

27 Julho 2008

Manifestação

15 Julho 2008

Press release, pelo tibete livre!


100,000,000 de pessoas unirão a sua luz, no que será o maior Protesto de Luz pelo Tibete.


http://www.candle4tibet.org/es/

http://candle4tibet.ning.com/

01 Julho 2008

Transposição...


"Nina" Astor Piazzolla
Eugenia León

13 Junho 2008

Endeixa

Pois meus olhos não deixam de chorar
Tristezas que não cansam de cansar-me
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me
Pode quem eu jamais pude abrandar

Não canse o cego amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me
Nem deixe o mundo todo de escutar-me
Enquanto me a voz fraca não deixar

E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males

E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas

Camões

27 Abril 2008

redoma

Só agora percebo que bem mais importante que conseguir olhar para dentro, por-detrás, para além, e todas essas formas poéticas que significam apenas nós a sós, sem que com isso exista a temida solidão, é o olhar por-de-cima. Deve ser por isso que espanto este repentino parar, que nem sequer foi desejado. E neste recolhimento povoado de sensações de dentro e provocadas pelo exterior, de sons, de lembranças (sorrio neste momento de escrita), brota do sítio dos sonhos um desejo de aninho.
Basta de perturbação e projecção de mal-sentires. Já não me cabe.
Gostava até de deitar fora algumas chaves inutilizadas. As gavetas apodreceram mas existem, e tonteia-me o cheiro a mofo. É uma pena ainda não existir liberdade, e o 25 de Abril é uma grande treta. Ainda assim, penso numa revolução em que a arma seria a palavra crua, verdadeira, sem dó e imensa de mágoa e incompreensão. O cravo seria o olhar, vazio, impenetrável e efeito delay de voz.
Mas logo me detenho. Lembram-me que seria perigoso terminar de vez com jogos de xadrez. Logo eu, que nunca aprendi este maldito jogo. Peões e rainhas e reis e xeque-mate, quero lá saber! Nada se compara á imensa fé que o Amor não vence tudo mas é alquímico e nele só há espaço para água, daquela que rodeia vislumbres de casas-moinhos, ás vezes branca de espuma feita sonhos, outras transparente brilhante, sempre funda para fazer de tanque para corpos amigos que se querem banhar, sempre linha ténue para rodear um ser ou relação que amamos.
E é esta redoma de água: a minha arma, o meu escudo, a minha casa. Tudo o resto perde importância. O que ficou lá atrás, o perigo da incerteza e os pressentimentos de futuro. Que importa, se a água é limpa e logo denota quando existe lodo?
A outra casa, a física, é só espaço. Reunião de pertences e guardião de tudo quanto é passível de ser materializado, ainda que vidas e memórias. Por isso gosto de colchões no chão e a facilidade de ver entrar e estar.
Mas na casa-carinho, na água, a alma e energia que somos, nessa estou alerta, e são passarinhos que me pousam no ombro para avisar do som de passos. E é nesta casa que vivo no meu mais Eu e tão poucos me sabem e encontram.

14 Abril 2008

Missão

"Criança guarida de luz de linho,
Que transportas em ti o sonho pequenino,
Que de amor e de bruma te fez a história,
Num bem querer de amor sem fim...
Sagrou-te a vontade e ali ficou perto de ti.

Deixa agora mãe serena, ver a luz do menino
Que grande será o seu destino,
Será assim devagarinho,
Cresce-lhe o dom divino...

Abraço apertado de carinho,
Abre as asas mãe,
Deixa voar um pouco o menino...
Sente em ti o querer maior,
Nele não há lá espaço de dor.

Instante primor em que serenas são as horas,
Sente a sede do menino, que se fez ao mar sozinho,
E lá batalha com amor."

D.F

29 Março 2008

mil e um requesitos para ter um filho


- saber entender a linguagem simbólica

"Tudo manifesta símbolos, e é sábio aquele que em qualquer coisa pode ler outra" Plutino

05 Março 2008

sentido

A existência do que não conhecemos e essas verdades perdem importância. Ainda que exista Karma ou destino, e mesmo depois do cara-a-cara assustador com a maldade que pode existir camuflada dentro das pessoas-escuras, basta-me que em momentos-chave de caminhos e atalhos sou bafejada com a clareza de ver em redor amigos para uma vida, irmãs e irmãos de caminhar devagarinho pelas pedras e sempre de mãos dadas. E sem querer nem desejar, vejo chegar qual bandeja, a paixão feita presságio de amor.
Pouco me importa o futuro, gosto deste "sítio" e das sensações.
Viva a vida!!

01 Janeiro 2008

Quanta saudade!

Mais uma mudança cósmica. Entrámos num ano cabalístico e bissexto. Com tanto simbolismo "maior" do que nós, penso no ser-criança e na sua vida. Será que o Universo vai desbravar o nevoeiro e provocar-lhe o Bem? Eu acredito! E neste fio de prumo que me liga ao nada, consciente de mim e de tudo, olho para cima e peço a Justiça feita luz para o índio-guarani-guerreiro.

02 Novembro 2007

Prece

Espírito-criança, Senhor:
Invade-me o ser com tua luz clara
e protege-me da bruma que meus olhos vêem,
eleva-me ao infinito da compreensão
para que saiba ser perdão.

Senhor, espírito de luz
lava-me a alma coberta de manchas,
e liberta-me do sentido
que já nem em amor se traduz.

Senhor, espírito da paz
concebe-me aprendiz de caminho,
memória vem devagarinho e dá alento
que o saber está sozinho.

Senhor, espírito-Pai
passa a tua mão de cura nas decepções
deste sítio que desconheço,
e este nó que padeço
não desfaça os corações.

Oh Seres de Verdade,
fazei brilhar estrelas-alvas
para que adormeça com esperança ancorada.
Magos da amizade, fazei nascer bondade
e neste deserto de procura
sem portas nem verdades
que a solidão amasse em infinita doçura.
Amém.

Egrégora

01 Outubro 2007

Paz


"Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde num eterno domingo
Ser um bicho preguiça e espantar turista

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol

Se Deus quiser um dia acabo voando
Tão banal, assim como um pardal, meio de contrabando
Desviar de estilingue, deixar que me xinguem
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol

Se Deus quiser um dia eu viro semente
E quando a chuva molhar o jardim, ah, eu fico contente
E na primavera vou brotar na terra
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol

Se Deus quiser um dia eu morro bem velha
Na hora "H" quando a bomba estourar quero ver da janela
E entrar no pacote de camarote"

Rita Lee e Roberto de Carvalho

24 Setembro 2007

o lápis azul nao morreu


Veritas odium parit.

27 Agosto 2007

Desbravar caminho... (para a ilha)

"Sob as estrelas, sob as bombas,
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas
caminhemos serenos.

De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade
caminhemos serenos.

Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
dos que nem com a morte podem vencer-nos
caminhemos serenos.

O que nos leva é indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,
já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, ó minha querida?:
caminhemos serenos.

No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
em busca do país da aurora,
de mãos dadas, querida, de mãos dadas
caminhemos serenos."

Papiano Carlos

18 Julho 2007

deslaçar

agora o choque, o desassossego do estranho. Voltar a nascer já crescido e não saber andar.
mas sei e sinto que virá a harmonia. O sentir de que me sei.

14 Junho 2007

Acompanhar

Anda menino-querido, vamos brincar
que tu ainda és tão pequenino mas já ocupas tanto espaço e já construiste tanta história

Anda menino-guerreiro, vamos brincar para perceberes que esses monstros que queres matar, eles não existem. Eu sei que ás vezes esses monstrinhos que nos habitam a memória e teimam permanecer no futuro, te assaltam a cabeça e confundem. Também a mim.
Mas se sentares aqui debaixo desta árvore e olhares esta casa e esta natureza, vais entender que existem sitios-casa fora e dentro de nós, que são seguros. Seja matar os monstros exorcisão ou fantasia, não precisamos correr até ao esconderijo nem fazer de rolos de papel armas. Vamos pensar em coisas bonitas, coisas boas e imaginá-los a ir embora.

Anda menino-índio, vamos deixar respirar o tempo, vamos respirá-lo juntos
como se o bloqueio entre nós não tivesse existido
(na verdade existiu só nessa fantasia tão complexa e cheia de significados, não foi?)

Anda menino-pomba, fica sossegadinho que mais tarde vamos conversar, para te perceber ainda melhor e marcar o crescimento. nestas cordas altas vamos fazendo o caminho, por vezes quase caímos mas logo vem o nosso por dentro onde habita o amor para nos segurar.

Anda menino - meu desejo de filho, que o importante é a consciência e tu saberes e eu saber. Assim juntos, vamos saber acompanhar-nos.

28 Março 2007

no meio de tanta gente


"Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar


Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de
ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou"


Maria Guinot, Silêncio e tanta gente - youtube

28 Fevereiro 2007

Quando chove

Pois eu bem te disse que podia chover.
Pressenti esse céu negro - falso.
Apesar do sempre-Sol, podia chover.
Agora temos a roupa molhada. Com cheiro a chuva, daquele que entrenha.
Vamos lava-la de novo?
É melhor.

E se a vida for como estender roupa? Que susto. E que dificil a lavagem. Reciclar para o tempo-espaço passado não se tornar um nó

20 Fevereiro 2007

e é assim que se fica

"I close my eyes
Only for a moment, then the moment's gone
All my dreams
Pass before my eyes, a curiosity
Dust in the wind
All we are is dust in the wind

It's the same old song
We're just a drop of water, in an endless sea
All we do
Just crumbles to the ground, though we refuse to see
Dust in the wind
All we are is dust in the wind

Life's too short brothers and sisters
Dust in the wind
All we are is dust in the wind

Don't hang on
Nothing lasts forever, but the earth and sky
It's there always
And all your money won't another minute buy
Dust. . . all we are is dust in the wind

Open your eyes you've acquired quite a bit
Keep your balance don't you slip
It could all end instantly as you will see
Time waits for no one, it just moves on

When will we learn
That all we are is dust in the wind
Time for the healing to begin
All we is are dust in the wind
Everything is dust in the wind"

Kansas, Dust in the wind - youtube

31 Janeiro 2007

Ver

"(...) Ouvir ( e ver ) Dulce Pontes neste disco, é uma aventura que transpõe o óbvio, e nos embala e arrasta a um plano metafísico do sentir. A cantora, qual bruxa, mulher de virtude e de poderes ocultos, numa melismática sem Tempo, transfigura-se ela própria num regaço da Mãe-Natureza, pura e bravia, ora mãe-colo ou mulher volúpia, ora menina descalça à descoberta dos sonhos, ou sabedoria sublimada por muitas vidas vividas.Dulce Pontes não é neste trabalho, apenas a Dulce. Até porque a cantora, não é mais do que uma centelha profunda de todos nós. Assim saibamos ( e queiremos ) escutá- La !Assim, talvez um dia, a mereceremos..."
Valéria Mendez

Há muito que acompanho o blog da Valéria, e digo-o com sinceridade: senti sempre uma comunhão com aquela alma que ali escreve. Sem nunca a conhecer de facto. É raro acontecer este sentir de ligação e compreensão, talvez pela vida frenética que me deixo viver. Talvez também pelo tempo limitado para toda a possibilidade de pessoas que me acompanham ou andam perto. Nada disto importa, até a consciência da falha, a vontade de off por momentos, quando se sente em momentos-chave que existem por ai pessoas-celestinas de carne e osso.
A Valéria que entende a música na sua plenitude (não fosse ela fadista, mas fadista-verdadeira), vê as pessoas. E faz falta neste mundo pessoas que vêm pessoas.

02 Janeiro 2007

Esperança

A passagem do tempo na casa da paz,
onde aqueles dois seres se olham
e se amam
dentro um do outro, a viver.
A tormenta terá posto
e aquela cara pequenina será
ainda mais intensa, com a alma
feita musculos-da-verdade-e-do-sentir.
Deus queira que use a sua criatividade
de ser pequeno e dotado
e possa crescer Homem, devagarinho
com o seu tempo de ser criança,
a brincar, a brincar...

11 Dezembro 2006

A verdade do poeta

"É de sonho que se tece
A verdade do poeta
E a poesia acontece
Quando o poeta se esquece
De acordar na hora certa

Com o corpo adormecido
E a alma bem desperta
A vida faz mais sentido
E murmura ao ouvido
Do sonho a palavra certa

E depois é só trocar
Por palavras sentimentos
E as emoções, enganar
E fazê-las confessar
Os verdadeiros intentos

Sonhar é fazer sorrir
A lágrima mais dolorosa
E os pesadelos, despir
Para depois os vestir
De mil sonhos cor-de-rosa

É fazer o sol brilhar
Na noite mais tenebrosa
Pôr a tristeza a cantar
E devolver ao olhar
Aquela luz preciosa

É roubar ao pôr-do-sol
Um raio de luz derradeiro
E fazer dele um farol
Que ilumine o mundo inteiro"
João Mendonça / Dulce Pontes


Para ti "amigo" das noites, dos seus sons, afectos e conversas.
"O tributo à eterna recordação... à lembrança do que somos, à essencia que nos torna". Palavras de um desses figurado na palavra "amigo", que vêm sempre a tempo, dentro do tempo, sempre que estou prestes a ir e ele agarra.
Que bom seria esta verdade tresnudada, capaz de encher toda uma pessoa, sem espaço para mais nada
Quem dera nunca perder a inocência de o sentir com essa gente, gente das palavras.
Acreditar é preciso!

30 Outubro 2006

Reino Maravilhoso

"Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite."
Miguel Torga

20 Outubro 2006

as mãos da alma

"e ponho sobre os olhos as mãos da alma para esconder aquilo que não vejo"
Fernando Pessoa

24 Setembro 2006

os regressos

De vez em quando lembro-me em flash do perdidamente a preto. Que bonito o amor que se sente pelos pequenos seres. Talvez seja esse o amor mais infimo: é-o concerteza. No estado mais puro e sentido e crescer lado a lado com esse amor como catalisador. Está uma linda noite e neste sitio amarelo pela luz fixa lá fora, sinto o bom que é aqui retornar. Quase que uma vida dupla se consegue com os sitios em que ondeamos. A internet é um bicho enorme, tira-nos o tempo da verdade: nós sozinhos. É importante pensar neste sentar e contemplar, a memória. Ir no por de-trás de cada parte e encontrar o verdadeiro pensar sobre ela. Já não chega a história do por dentro e vislumbre de tudo quanto há cá dentro, muito para além de saber o que é cá dentro e ter consciência do que se sente em relação a isso, é preciso também chegar á origem dessa coisa - o por de-trás - para então conseguir Ver nos contornos e contribuir para um total. Quando tudo nos chega rápido e desordenado, estamos por instinto. E não é bloqueio: é a vontade. Assim vamos estando, de acordo com essa vontade e esse instinto no lugar do pensar. Talvez seja a forma mais simples para não usar os subterfúgios.
Vai ser uma bonita noite.

20 Setembro.

09 Setembro 2006

Liberdade com o desígnio

“Pus meu sonho num navio e
o navio em cima do mar
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas e
A cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
A noite se curva de frio
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho, dentro de um navio.

Chorarei quando for preciso, para fazer
Com que o mar cresça, e o meu navio
Chegue ao fundo e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito:
Praia lisa, águas ordenadas
Meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebradas”.


Cecília Meireles

01 Setembro 2006

Cansaço

"Estou cansado, é claro.
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto -
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente: eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa."
Álvaro de Campos

Santa gente que nos serve com as palavras. Qual "toma lá, vá". Talvez com um certo egoísmo, penso. Poupa-me o trabalho de o procurar dizer

24 Julho 2006

Segredos

"meu amor, porque me prendes?
meu amor, tu não entendes?
eu nasci p’ra ser gaivota.
meu amor, não desesperes
meu amor, quando me queres
fico sem rumo e sem rota.

meu amor, eu tenho medo
de te contar o segredo
que trago dentro de mim
sou como as ondas do mar
ninguém as sabe agarrar.
meu amor, eu sou assim.

fui amada, fui negada
fugi e fui encontrada
sou um grito de revolta
mesmo assim, porque te prendes?,
foge de mim, não entendes?
eu nasci para ser gaivota."


(Paulo Valentim)
Kátia Guerreiro



Que coisa universal em mim, esta! Poderia ser só a cercar uma pequenina parte, essa mesma parte que nos enche e esvazia tal qual vem e vai. Mas é como rasgar uma manga num dia frio, entra pelo braço e gela todo o corpo. Talvez não tenhamos partes e essas sejam portas e aberturas. Afinal não importa o motivo ou "manga", sei e sinto o assalto. Vem sempre tão abruptamente que não deixa arranjar-lhe lugar. Alastra-se a sitios cá dentro que não seriam para tal. E fico a ver os promontórios deixarem cair fragmentos. Esses promontórios envernizados, que não poderiam ter esta linha tão ténue de ligação com as mangas. Pequenina, já tão pequenina!

23 Julho 2006

atitude

difícil isto da consciência real.
querer a concordância entre essa mesma, e a falta de vontade/necessidade emocional de atitude.

vou á procura do antítodo para o bloqueio. E libertar a consciência, para não ser prisioneira dela...

20 Julho 2006

"But we'll never gonna survive, unless we get a litle on crazy"

Devia dar mais atenção ao que a Lena escreve "o Amor Absoluto não depende nem do tempo nem do espaço. porque o amor não depende. o amor É ou não é", que ela já é crescida e deve saber mais que eu. Então se não reduziu o amor absoluto ao amor-apaixonado, e se se puder estender ao amor universal, aquele em que cabe todos os tipos de amor, acertou em cheio.
A liberdade é uma treta! Querer ser fácil e viver com as coisas fáceis só por um bocadinho, para nos evadirmos e nos descançarmos, e temos logo uns quantos adjectivos de ambivalência para ouvir. É a eterna prepotência das pessoas a manifestar-se. Sempre aquela necessidade de nos entenderem no nosso mais intímo a cada momento. As pessoas estabelecem-se entre si em partes, e não vejo ser possível conseguirmos chegar a todas essas pessoas nesses cada momento. E se as relações se estabelecem em partes, isso traz inevitavelmente um tempo em partes.
São chatas, as pessoas!

Há por aqui nesta caixa de posts um rasculho, que nunca me deixa esquecer por muito tempo o quanto eu gostaria de ser só escorpião. Deve ser este sagitário que por vezes quer subir e não sabe bem onde se instalar.
Um dia achar a tabacaria algo aborrecido, e noutro vigiá-la e querer discuti-la. Vou mesmo discuti-la, um dia. Analisá-la e po-la a nu, na minha vida, na vida de outrém e na vida universal. Só assim poderá deixar de causar aquele mal ocasional. E pode ser que nesse dia a comunicação seja amiga e as almas se transformem em espelho.
Há sempre um dia em que tudo retorna. Estamos sempre a passar pelos mesmos sítios, com mais ou menos bagagem. E se agora estou á volta precisamente do mesmo que tratava o rascunho, é porque ficou cá na cabeça pronto a ser despertado.

Nós a sós, e o espanto.
Há um caminho que fazemos sozinhos até ao fim da vida, o cá dentro de nós que se vai enchendo de coisas e pessoas e lugares e momentos e pensamentos e experiencia e construção. E pensam os outros, que são prolongamentos de nós. A paciência de impedir tal convicção é nula, porque as palavras ás vezes também cansam.
Esta incapacidade de me saber dar a possuir, e a necessidade que os outros têm que isso aconteça. Quase quedam quando confrontam a minha liberdade. Nada de extraordinário nem metafisico, no mais simples. Sabemos lá nós o que fica connosco, e ainda não acredito que isto seja egoismo. Tanto que já ficou, que nem me apercebi que estava a entrar, e tanto que já passou e estava construido.
E as pessoas de natureza-base-comum com a minha, que quase sempre me cansam. A falta de uma nancial de possibilidades de modo de estar, que nunca altera Como somos.

Se um dia cair nesse abismo de me precisar prolongar alem-mim para ter o proprio pensamento e saber descodificar sentimentos , deixarei de saber ser.
Anda tudo numa onda meia á deriva, á procura do Amor maior á força, sem saberem realmente quem são. Que susto, a rapidez tonta com que oscilam.

É preciso haver em quem acreditamos. Que não nos estranha nos diferentes estados. A imperfeição que é dita, e que por isso tende para o estado de Verdade. E nada perturba onde coexiste verdade. É também preciso aqueles relacionares simples, sem a necessidade de um permanente estado de atenção.


queria tanto estar a dormir

08 Julho 2006

Fonte

"Eu - pensou o principezinho -, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direcção de uma fonte..."
A. de Saint-Exupéry

07 Julho 2006

Caber

02 Julho 2006

Não pára em lugar algum

De manhã tão cedo, um correr lado a lado com a orla, que levou á praia deserta. Por ser tão cedo. Ouvia-se ali sim, a areia e o mar. Entrei como se fosse sal e decerto que as cores que substituem a roupa, cresceram. Fui até onde nos é possivel ir sozinhos, sem nos assustarmos. No olhar só o vasto, sem um unico algo pálpavel. Não veio o susto, e regressei a pé firme e seguro.

Á noite, as lendas. Há filmes perigosos, que nos traem. Á vista uma história bonita, louca para muitos, mas nada disso interessa, no fim não é a história que fica - para quem está atento e se sente. É aquele que é incapaz de ficar ligado aos laços em forma fisíca, e ver nele a necessidade de uma permanente fuga e liberdade. Não fuga de si, que isso muito pouco provoca. É a fuga para poder Ser no seu mais pequeno espaço e infinito: ele mesmo. Poder transbordar-se, ser o que não é porque isso também ajuda ao esboço de nós,
e principalmente percorrer os caminhos, somente para saber não serem nossos nem para nós, como se isso fosse necessário á certeza. E é sempre, porque a consciência trai-nos com a imaginação. Os simbolismos, a ligação com o índio, o urso olhos nos olhos e cá dentro, o transporte num cavalo, e sempre partir com o unico objectivo de saber e poder voltar.
Quero tanto conhecer um índio!

Agora é tarde nas horas, e nunca se pode voltar atrás: estou entre o filme e o meio do mar. A cabeça roda e roda e não pára em lugar algum.

29 Junho 2006

Companhias de parede

20 Junho 2006

Ataraxia

É bom quando estamos nos momentos de vida, em que nada temos a revelar. É saudável esta falta de necessidade ou vontade, para o fazer. A ausência do aperto.


é que eu ando um bocadinho anárquica. Para fora

16 Junho 2006

Helena Águas

Esta Senhora faz hoje anos. 50 anos de histórias, com muita paixão, Verdade e intensidade.
Está neste momento no Royal Maxime, a dar o concerto dos seus anos de vida. Vagueia entre a Billie Holiday, Elis Regina, as suas músicas e a ante-estreia do seu DVD.

Gosto de a ouvir cantar o António Variações. E o Zeca Afonso. Gosto dela em "Eh companheiro", "Parto em Terras Distantes", "Mar Portugal", "A luz que eu vi".
Não gosto dela nas músicas do seu passado, aquele rock dos anos não sei quantos. Mas quero lá saber!
É uma pessoa tão bonita, inquieta, e com muita coisa Dentro.

Nunca sabemos do por-de-trás de cada um, e se alguém tem preconceito ou pré-ideia formada sobre esta Senhora, tenho muita pena porque está a perder uma das poucas pessoas-conhecidas de Portugal que realmente vale a pena.

Eu gosto dela. Mais, gosto muito dela.

30 Maio 2006

Frio II

Lágrimas. Denunciadoras de uma pressão interior insustentável.
Ajudam-me. Limpam-me. Dão-me asas de volta á pureza de que me afasto.
Surpreendida?Sabes que tenho em mim pedaços de noite.
Olho-me ao espelho e não sei quem vejo. Sufocas-me.
Sugas-me a alma como um mosquito me suga o sangue.
Que coisa mesquinha é o tempo. Como nos faz marionetas no palco da fortuna…
Vês-me?Sou o mais miserável e carunchoso boneco, que gesticula sem ninguém o ver.
E a plateia bate palmas sem saber porquê.
Culpa tua. Fizeste de mim um nada que se arrasta.
Quero tanto amar. Amar de verdade, não esta doença com que me infectaste.
Seria então humano, genuinamente humano, seria visto, reconhecido.
Mas sei que não deixas.
Odeio-te.
Resta-me purgar a dor neste silêncio que me devora.
As trevas engolem-me o espírito e distorcem-me os sentidos.
A tua imagem aparece-me como um espectro difuso e no entanto tão presente.
Sabia desde o inicio que este grito de raiva apenas me traria uma ilusão passageira.
Sinto-me a ser arrastado por ti de volta à cela escura de onde fugi.A porta fecha-se com um estrondo e eu fico sentado a um canto, a tremer.
Está tanto frio.

L.
2006

29 Maio 2006

Frio

Lágrimas. Meras denunciadoras de uma pressão interior insustentável. Ajudam-me. Limpam-me. Dão-me asas de volta á pureza de que me afasto.
Surpreendida?
Sabes que tenho em mim pedaços de noite.
Olho-me ao espelho e não sei quem vejo. Sufocas-me.
Sugas-me a alma como um mosquito que me suga o sangue.
Que coisa mesquinha é o tempo…como nos faz marionetas no palco da fortuna…
Vês-me?...sou o mais miserável e carunchoso boneco, que gesticula sem ninguém o ver. E a plateia bate palmas sem saber porquê.
Quero tanto amar.
Purgo a minha dor no silêncio que me devora.
Sei que estou sozinho. As trevas engolem-me o espírito e distorcem-me os sentidos.
Que a sepultura certa me reclame precocemente se não consigo parar de te amar!
Que deus foi este que me deu a capacidade de amar tanto esta menina que ri mas que por dentro chora?
Está tanto frio.

L.
2002

24 Maio 2006

mil de uma vez

"Era uma vez

Era uma vez uma pétala

ou um mar
ou nada

O princípio, queria dizer
O princípio

Era uma vez um calor que transbordou

Ilha, pedra, canto
e um rio em flor dentro de casa

Um dia de azul
miragem

Era uma vez

era uma

depois mil

de uma vez "

In A mar Te



Um poema da eterna menina, para acalmar a alma e a cabeça.
Para um amigo que está longe no espaço, mas que me levou tanto quanto podia.

Também para quem permanentemente fica sem pé.

19 Maio 2006

Aqui

Está aqui um gato parado na praceta, a olhar para mim na varanda.

Não percebo o que ele me diz

14 Maio 2006

encantado lugar


“… até vos tocar e me tocar no por dentro de nós, onde aflitamente moramos, no encantado lugar de horror e alegria que é a única parte da vida do homem consciente.”

09 Maio 2006

noite dentro

O Jorge Fernando tem um fado que diz assim: "As coisas vulgares que há na vida, não deixam saudade. Só as lembranças que doem, ou fazem sorrir. Há gente que fica na história da história da gente, e outras de quem nem o nome lembramos ouvir."

Quando nos habituamos a conhecer as pessoas que conhecemos e já fazem parte da nossa vida, banalizamos o brilho. E não há melhor que a chegada de conversas pela noite dentro. Para nos lembrar de quem somos e de quem temos.

Mais um nome para a minha "história de gente", Marco.



(E duma vez por todas, a "chuva" NÃO é da Mariza. A chuva foi escrita pelo Jorge Fernando,
composta pelo Jorge Fernando,
produzida pelo Jorge Fernando,
interpretada pelo Jorge Fernando,
editada pelo Jorge Fernando.)