24 julho 2006

Segredos

"meu amor, porque me prendes?
meu amor, tu não entendes?
eu nasci p’ra ser gaivota.
meu amor, não desesperes
meu amor, quando me queres
fico sem rumo e sem rota.

meu amor, eu tenho medo
de te contar o segredo
que trago dentro de mim
sou como as ondas do mar
ninguém as sabe agarrar.
meu amor, eu sou assim.

fui amada, fui negada
fugi e fui encontrada
sou um grito de revolta
mesmo assim, porque te prendes?,
foge de mim, não entendes?
eu nasci para ser gaivota."


(Paulo Valentim)
Kátia Guerreiro



Que coisa universal em mim, esta! Poderia ser só a cercar uma pequenina parte, essa mesma parte que nos enche e esvazia tal qual vem e vai. Mas é como rasgar uma manga num dia frio, entra pelo braço e gela todo o corpo. Talvez não tenhamos partes e essas sejam portas e aberturas. Afinal não importa o motivo ou "manga", sei e sinto o assalto. Vem sempre tão abruptamente que não deixa arranjar-lhe lugar. Alastra-se a sitios cá dentro que não seriam para tal. E fico a ver os promontórios deixarem cair fragmentos. Esses promontórios envernizados, que não poderiam ter esta linha tão ténue de ligação com as mangas. Pequenina, já tão pequenina!

2 Comments:

Blogger Ana Prado said...

Em boa hora apareci,para o prazer destes textos:)

Um abraço, Egrégora

26/7/06 17:56  
Blogger R.Joanna said...

Um grande blog este, por mim descoberto por acaso. Uma grande música esta, daquelas que nos faz sentir mais vivos! *

27/12/07 14:33  

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