02 julho 2006

Não pára em lugar algum

De manhã tão cedo, um correr lado a lado com a orla, que levou á praia deserta. Por ser tão cedo. Ouvia-se ali sim, a areia e o mar. Entrei como se fosse sal e decerto que as cores que substituem a roupa, cresceram. Fui até onde nos é possivel ir sozinhos, sem nos assustarmos. No olhar só o vasto, sem um unico algo pálpavel. Não veio o susto, e regressei a pé firme e seguro.

Á noite, as lendas. Há filmes perigosos, que nos traem. Á vista uma história bonita, louca para muitos, mas nada disso interessa, no fim não é a história que fica - para quem está atento e se sente. É aquele que é incapaz de ficar ligado aos laços em forma fisíca, e ver nele a necessidade de uma permanente fuga e liberdade. Não fuga de si, que isso muito pouco provoca. É a fuga para poder Ser no seu mais pequeno espaço e infinito: ele mesmo. Poder transbordar-se, ser o que não é porque isso também ajuda ao esboço de nós,
e principalmente percorrer os caminhos, somente para saber não serem nossos nem para nós, como se isso fosse necessário á certeza. E é sempre, porque a consciência trai-nos com a imaginação. Os simbolismos, a ligação com o índio, o urso olhos nos olhos e cá dentro, o transporte num cavalo, e sempre partir com o unico objectivo de saber e poder voltar.
Quero tanto conhecer um índio!

Agora é tarde nas horas, e nunca se pode voltar atrás: estou entre o filme e o meio do mar. A cabeça roda e roda e não pára em lugar algum.

1 Comments:

Anonymous Albatroz said...

Belo lugar esse, onde é possível sermos nós mesmos e libertarmos toda a nossa alma...deixa-la fluir como se fosse um fio de agua que se vai transformando num Oceano até preencher todo aquele infinito.

6/7/06 09:29  

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